Perdidos & Achados – Ateliê de Tradução e Criação (2019)

Postado por admin em 17/out/2019 - Sem Comentários

A oficina pretende explorar os procedimentos observados na poesia visual, considerando certa linha que se desdobra no fotopoema e no poema objeto, através de repertório que passa por Arnaldo Antunes, Augusto de Campos, Joan Brossa e Chema Madoz. Serão oferecidas proposições para futuras composições dos alunos.

Marcelo Diniz é professor de Teoria Literária da UFRJ, tradutor, poeta e letrista. Sua pesquisa em poesia inclui além da tradução a reflexão a respeito da tradição da metalinguagem e do lúdico na poesia ocidental.

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Não podíamos terminar a semana sem fazer um convite para o próximo Perdidos & Achados: ateliê de tradução e criação.

Será na próxima sexta, 11/10, com a professora Susana Kampff Lages e terá como tema as possibilidades de tradução e edição de textos do escritor Franz Kafka (1883-1924).

Não é necessário se inscrever. Damos certificados de horas para as atividades complementares.

Título: Traduzir (n)o arquivo: metamorfoses kafkianas do eu
Data: sexta-feira, 11 de outubro de 2019
Horário: das 14h30 às 16h30
Local: BL. B – sala 414, UFF – CAMPUS GRAGOATÁ

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O Núcleo de Tradução e Criação do Instituto de Letras da UFF, campus Gragoatá, convida para o encontro de setembro do Perdidos & Achados – Ateliê de Tradução e Criação. Matheus Guménin Barreto, poeta, tradutor e doutorando pela USP, ministrará a oficina “Verso vivo: introdução ao verso livre e ao verso fixo de Shakespeare a Criolo”.

Data: terça-feira, 3 de setembro de 2019
Horário: das 14h30 às 17h30
Local: BL. C – sala 409, UFF – CAMPUS GRAGOATÁ

Inscrições gratuitas através do formulário: https://forms.gle/TqEwgtsLcxBh9jSy6. Damos certificados de horas para as atividades complementares.

Resumo: Na oficina “Verso vivo: introdução ao verso livre e ao verso fixo de Shakespeare a Criolo” o grupo entrará em contato (muito brevemente) com a riqueza de movimento e de som da versificação tal qual praticada nos países de língua portuguesa, espanhola, francesa, alemã, inglesa e chinesa; além de se familiarizar com o caminho que o verso de cada língua trilhou através dos séculos e das sucessivas convenções poéticas.

Leremos em sala textos de W. H. Auden, Bachmann, Cecília Meireles, Conceição Evaristo, Drummond, Dryden, Goethe, Li Bai (李白), Mistral, Shakespeare, T. S. Eliot e Paul Valéry, mas também de rappers como Criolo e EPMD.

O objetivo da oficina é ajudar o grupo a lançar um olhar novo sobre a versificação, tratando-a como matéria viva, movente, e não como assunto empoeirado. Por esse motivo trabalharemos sempre do verso à teorização (e nunca o contrário), lendo trechos dos autores acima citados para reconstruir, em sala, uma parte da história do verso. Para melhor compreensão das estruturas versificatórias, leremos os textos nas línguas originais – porém sempre com o apoio de uma ou mais traduções, já que não é necessário no curso o conhecimento de línguas estrangeiras.

Justificativa: Através do estudo de versificação o leitor se torna mais atento às nuances estruturais do poema que tem diante de si, esteja ele em verso fixo ou livre. Talvez justamente a leitura do verso livre seja a mais favorecida pelo estudo de versificação, pois só assim as rupturas e experimentações empreendidas por seus autores são percebidas e experienciadas em profundidade pelo leitor. Justifica-se também a oficina por dessacralizar a poesia canônica ao propor leituras paralelas de artistas como Shakespeare e Criolo.

Minibiografia: Matheus Guménin Barreto (1992) é poeta e tradutor mato-grossense. É autor dos livros de poemas “A máquina de carregar nadas” (7Letras, 2017) e “Poemas em torno do chão & Primeiros poemas” (Carlini & Caniato, 2018). Doutorando da Universidade de São Paulo (USP) na área de Língua e Literatura Alemãs – subárea tradução -, estudou também na Universidade de Heidelberg (Alemanha). Encontram-se textos seus no Brasil, na Espanha e em Portugal (Revista Cult, Escamandro, plaquete “Vozes, Versos”, Palavra Comum, Enfermaria 6, Revista Escriva [PUC-RS], Revista Magma [USP], Revista Opiniães [USP], A Bacana, Diário de Cuiabá; entre outros), e integrou o Printemps Littéraire Brésilien 2018 na França e na Bélgica a convite da Universidade Sorbonne. Publicou em periódicos ou em livros traduções de Bertolt Brecht, Erich Kästner, Ingeborg Bachmann, Johannes Bobrowski, Nelly Sachs, Paul Celan, Peter Waterhouse e outros.

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Terça-feira 02/07 tem “Ateliê Multilíngue de Tradução” , com o prof. Ebal Bolacio (GLE/UFF).

Será às 16h na 501-C.

Não é necessário se inscrever. Evento sujeito a lotação. Damos certificados de horas para as atividades complementares.

Sobre o “Ateliê Multilíngue de Tradução”:
Os Irmãos Grimm ficaram famosos mundialmente pelo seu trabalho de coleta e (re)escrita de contos populares alemães (alguns na verdade europeus), que ficaram conhecidos como Contos de Fadas (Märchen, em alemão).

Os Contos de Fadas foram imediatamente traduzidos para muitos idiomas e fazem parte do cânon da literatura mundial. Um outro trabalho dos Irmãos Grimm que passou desapercebido para muitos foram as chamadas lendas alemãs (Sagen), as quais não tiveram tantas traduções como os contos.

No âmbito do Projeto Vice-Versa da UERJ, essas lendas estão sendo traduzidas por alunos e professores do curso de alemão e algumas deles já foram publicadas em edições bilíngues.

O objetivo do presente ateliê é fazer exercícios de tradução tanto do alemão, quanto das traduções para o inglês, francês, espanhol e russo a fim de discutirmos questões como fidelidade, adaptação, problemas de topônimos etc. A ideia é que grupos de alunos realizem a tradução de algumas lendas curtas e que se discutam as experiências no grupo maior, composto por todos o grupos.

Ebal Sant’Anna Bolacio Filho possui graduação em Letras pela UERJ, Magister Artium pela Universidade de Frankfurt e doutorado pela PUC-Rio; é professor adjunto de língua alemã da UFF, tradutor juramentado para o idioma alemão. Suas áreas de interesse abrangem ensino de línguas (alemão, espanhol, francês e português como língua estrangeira), tradução, mediação linguística e formação de professores de línguas adicionais.

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Convidamos para o Perdidos & Achados: Ateliê de Tradução e Criação. Será nosso primeiro encontro do ano, em preparação para o colóquio em maio.
Alessandra Vannucci vai conversar com a gente sobre suas traduções em andamento de peças de Carlo Goldoni, um dos dramaturgos mais famosos da Itália, junto com a presença do ator Júlio Adrião.
Quando? 26/4/19, da 15h45 às 18h
Onde? Instituto de Letras da UFF, Bloco B, sala 414
[Não é necessário se inscrever. Damos certificados de participação.]

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